domingo, 3 de março de 2013

Os Titãns do Guaporé: Aluízio Ferreira e Cândido Rondon

Como Aluízio Ferreira se aproximou de Marechal Rondon? Essa pergunta é fácil de ser respondida apesar de algumas controvérsias. Segundo relatos do passado e as fontes documentais (livros e artigos) do saudoso historiador (com diploma) Esron Penha de Menezes; quando Aluizio, fugindo as perseguições políticas se internara nos sertões do Guaporé, encontrou nessa percorrida uma tribo de índios com tendências para pacificarem-se e com eles manteve contato estudando-lhes as características e desse fato deu conhecimento ao General Rondon em substancial relatório.
Aluízio também por um bom tempo ficou trabalhando em um seringal denominado Laranjeira no Rio Mamoré, que era de propriedade da família de Américo Casara. Isso fez dele no futuro, um grande conhecedor da extração do Látex e de como era a vida das comunidades tradicionais na Amazônia. Por conta da amizade que se inicia com Marechal Rondon, Aluízio ocupa cargos estratégicos do campo militar, administrativo e político de nossa região como veremos depois.
Aluizio Ferreira se tornara comandante da Zona Norte das Comissões Telegráficas que Rondon liderava, nela ficará de dezembro de 1928 a 1930 quando substituiu Rondon, depois de bravamente defender-lhes as atividades, os sacrifícios de 40 anos consecutivos, na gigantesca e indescritível marcha devassando regiões até então desconhecidas do homem civilizado intercomunicando-as pelo rio, chamando à civilização inúmeras nações indígenas, plantando vilas e cidades futuras, descortinando novos trechos do território pátrio, levantando-lhe, atualizando-lhe a cartografia, catalogando riquezas da fauna e da flora, e bem assim concatenando toda sua bagagem cultural, durante esse longo período, e que Rondon, pessoalmente, doara ao Museu Nacional. E defenderia Aluizio o chefe, as suas canseiras imensas, os seus empreendimentos insuperáveis, em fase bem difícil, ao calor dos antipodismos e das incompreensões humanas.
Valerá para nosso futuro histórico recordar essa passagem nobilíssima de Aluízio Ferreira, por certo e seguro desconhecida da terra nossa, pois é ele bragantino de boa cepa, à qual a sua atitude desassombrada, plena floração da Revolução de 1930, revertera, por sem dúvida, na mais justa defesa do vulto incompatível de Rondon; na motivação melhor desse preito de justiça ao nosso conterrâneo e ao seu chefe, que substituirá no 3° Distrito Telegráfico do Mato Grosso.
Em momentos futuros Aluízio assumiria missões de grande vulto, como ser o primeiro Diretor brasileiro da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em 1931, além de também assumir o comando dos Contingentes Militares de Fronteira, construir os Campos de Aviação, rodovia Amazonas e Mato Grosso hoje BR 364 e a criação e instalação do Território Federal do Guaporé, se inscrevem e representam a seu crédito, como tributo expressivo de seus altos serviços à coletividade.

Aleks Palitot
Historiador reconhecido pelo MEC pela portaria n° 387/87
Diploma n° 483/2007, Livro 001, Folha 098

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Duelo da Fronteira: A Festa na Floresta de Rondônia

Duelo da Fronteira - Guajará-Mirim: Foto Ronaldo Nina
O Evento originou-se de um projeto criado pela União Municipal das Associações de Moradores de Guajará-Mirim (UMAM), sob a presidência do Sr. Aderson Mendes da Silva, com orientação e apoio da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), através do Campus de Guajará-Mirim. Em 1995 realiza-se o Primeiro Festival Folclórico da Pérola do Mamoré com a presença dos dois principais bois bumbás da região: Flor do Campo e Malhadinho, porém, marcadas somente pelas apresentações das danças, sem competição.

Duelo da Fronteira - Guajará-Mirim: Foto Ronaldo Nina
Em 1996 realiza-se o segundo Festival também sem O III Festival realizado em 1997 marca o início das competições e da grande rivalidade entre as duas principais agremiações de Bumbás, pois, é a partir dessa data que se inicia “o Duelo da Fronteira”, uma competição que ao final somente uma é consagrada vencedora que, neste Festival, foi conquistado pela agremiação do Boi Bumbá Malhadinho, também repetindo a dose no ano seguinte, consagrando-se campeã.
Duelo da Fronteira - Guajará-Mirim: Foto Ronaldo Nina
Nos anos de 1999, 2000, 2001e 2003, o Boi Bumbá Flor do Campo consagra-se como o grande vencedor do V, VI, VII e IX Festival, acirrando ainda mais a rivalidade e o entusiasmo dos expectadores em assistir o desenrolar dos futuros duelos.
No ano de 2002 não houve competição. E, em 2004, o resultado final simbolizou o clima de disputa e de duelo entre as duas associações de Bumbás rivais: Malhadinho e Flor do Campo, o empate.
Duelo da Fronteira - Guajará-Mirim: Foto Ronaldo Nina
Em 2005 o boi bumbá Malhadinho conquista o XI Festival Folclórico de Guajará-Mirim, consagrando-se como o grande campeão. Para o ano de 2006 espera-se mais um grande espetáculo e de disputa entre os dois principais bois bumbás da região proporcionando a todos aqueles que acompanham o evento a magia contagiante do folclore local refletida no brilhantismo e na explosão de alegria a cada apresentação, contribuindo para o fortalecimento e expansão da cultura local no cenário Estadual, Nacional e Internacional.

A FESTA DO BOI BUMBÁ

Duelo da Fronteira - Guajará-Mirim: Foto Ronaldo Nina
A Festa do Boi Bumbá ou Festa do Boi tem sua origem no Nordeste brasileiro, onde derivou de outra dança típica da referida região, o Bumba-meu-Boi. Com as constantes imigrações de nordestinos para a Região Norte do Brasil, em especial para o Estado do Amazonas, houve também a imigração de manifestações culturais, a exemplo do Bumba-meu-Boi que rapidamente foi assimilado pela população local com algumas modificações.
O Boi-Bumbá , com isso, tem sua história ligada ao Bumba-meu-Boi do nordeste, baseado na lenda do fazendeiro que possuía um boi de raça, muito bonito e igualmente querido por todos ,inclusive pelo dono. O boi ficava sob a responsabilidade do Sr. Negro Francisco, funcionário da fazenda. A Sra. Catirina, esposa do Negro Francisco, ao ficar grávida sente o desejo de comer a língua do boi, desse belo e querido boi e, com isso, pedi ao esposo que o sacrifique como forma de sanar seu desejo. Com medo de Catirine perder o filho que espera, caso o desejo não seja atendido, resolve roubar o boi de seu patrão, chamado de amo, para atender ao desejo de sua mulher. O Amo ao descobrir manda os índios caçarem o Negro Francisco, que busca um pajé para ressuscitar o boi. O boi renasce e tudo vira uma grande festa. O imaginário indígena e detalhes religiosos dos índios, como pajés e feiticeiros, foram incorporados com mais influência ao Boi-Bumbá.
É dentro deste enredo que se desenvolve as apresentações dos bois bumbás Malhadinho e Flor do Campo, trazido para Guajará-Mirim sob influência das diferentes manifestações folclóricas da Região Norte do país, principalmente do Estado do Amazonas.

O BOI BUMBÁ FLOR DO CAMPO
Criado em 1981 pela professora Georgina Ramos da Costa em uma das salas de aula da Escola Estadual Almirante Tamandaré, hoje chamada de Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Almirante Tamandaré, o Boi Flor do Campo foi primeiramente confeccionado com material de sucata, carcaça, cipós, pano, cola, papelão, jornal, cordão, agulhas, etc. Dona Georgina contou ainda com a ajuda, em especial, do professor Ermelo Mito, de dona Maria de Nazaré, da titia Lulu e da professora Valdecy Santos Paes. Na época o Boi era malhado de branco e preto e tinha o apelido de “Famosinho”.
O nome Flor do Campo veio do Pará, Estado natal de sua criadora, que é natural de Itaituba,sendo, hoje, as cores oficiais: o vermelho e o branco.

BOI BUMBÁ MALHADINHO
Criado em 1986 pelo Sr. Leonilso Muniz de Souza com o apoio do Sr. Aderço Mendes da Silva no bairro 10 de Abril, município de Guajará-Mirim, o Boi Bumbá Malhadinho foi primeiramente confeccionado em madeira, cipó, compensado, veludo e prego, suas cores eram o preto e o branco, suas fantasias eram feitas de papelão, penas, papel, lantejoulas, fitas, purpurina, sendo, hoje, as cores oficiais: o azul e o branco. Antes do início das competições propriamente dita, o boi bumbá Malhadinho marcou presença nas festividades embrionárias que mais tarde foram grandemente importantes para a estruturação do Festival.

Aleks Palitot

Historiador reconhecido pelo MEC pela portaria n° 387/87
Diploma n° 483/2007, Livro 001, Folha 098

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A sala de aula é o mundo

Expedição Machu Picchu Objetivo 2013

O que define o ser humano é o tempo. Ele é o espelho dos dias. Sempre haverá dois caminhos a serem escolhidos, isso é que torna a existência humana desafiadora. Esses dois caminhos muitas vezes se transformam em labirintos intermináveis. As provações fazem parte da grande aventura de viver.

Em mais uma edição da Expedição Machu Picchu Objetivo, ex alunos do colégio partiram para mais uma aventura com o professor e historiador Aleks Palitot, com destino ao país Peru. Os aventureiros Cristiano Priotto, Ingrid Ono, Jessica Luana, Gleyciane Souza, Guilherme Modesto, Louise Caroline, Sabrina Sousa, Antônio Mario, Eduardo Mesquita, Aramis Júnior, Henrique Braga, Mariana Somenzari e Jaluza Toledo, curtiram as paisagens fantástica que a geografia do Peru oferece, além claro da oportunidade de ter conhecido os inúmeros sítios históricos e arqueológicos do lugar, entre eles o principal Machu Picchu, a cidade sagrada considerada uma maravilha do mundo.
Os mochileiros e caçadores de aventura partiram de Porto Velho, capital de Rondônia no dia 5 de fevereiro de ônibus, até a cidade de Rio Branco no Acre. De lá seguiram pela Estrada do Pacífico até Cusco, antiga capital do Império Inca no Peru, considerada umbigo do mundo Inca.
Foi uma viagem no tempo, conhecer a história, de povos antigos, alguns antes do Império Inca. Percorrer as ruas, guetos e labirintos de Cusco, era respirar história, cultura e magia. Era sentir de perto o passado ainda presente de povos latino americanos que estiveram na América antes de nós, e deixaram para o futuro um legado valoroso, servindo de exemplo no presente. Tal legado foi visitado pelos aventureiros do Objetivo. As Igrejas antigas, monumentos históricos como: Puca Púcara, Tambamanchay, Pisac, Vale Sagrado, Pikilharka, Huanakancha e claro Machu Picchu. Aquilo que no passado os aventureiros aprenderam em sala de aula no colégio Objetivo, puderam conhecer na prática e in loco. A sala de aula era Machu Picchu e o quadro branco era visto em tempo real ao fundo com as ruínas da cidadela.
A aventura não ficou por aí. Os aventureiros seguiram a capital Lima no dia 10 de fevereiro e lá ficaram maravilhados com o Oceano Pacífico. A partir do distrito de Mira Flores, seguiram em um citytur pelos principais pontos históricos da localidade como: Praça Maior, Catedral de Lima, Palácio do Governo, Igreja dos Jesuítas, Catacumbas e talvez o ponto máximo o Museu Virtual Metropolitano de Lima.
A grande aventura de conhecer parte da história da América Latina finalizou-se no dia 15 de fevereiro, quando os caçadores de aventura voltaram a Rondônia. Eles voltaram sim, mas é certo, que parte deles ficou lá. Ficou em uma lembrança e em um momento especial. Ficou nas dificuldades de uma viagem longa, mas que os marcou para toda uma vida. Ficou nos momentos de reflexão, onde o pensamento dentro si, se perdeu nos Vales de Machu Picchu. Voltaram com mais bagagem do que levaram. Portanto, valeu a experiência de conviver em grupo, relembrar as aulas e os momentos vividos no colégio, e sentir de perto a história falada entre quatro paredes, e sentida na pele e no coração no umbigo do mundo, em Cusco. Foi assim que a sala de aula se tornou o centro do mundo.

Aleks Palitot
Professor e Historiador

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Rondônia! Terra de muitas histórias

 Em frente ao Real Forte Príncipe da Beira - Costa Marques
Um lugar de riquezas históricas e culturais variadas. Assim é Rondônia, um Estado novo, com fortes traços indígenas e diversas influências culturais que, ao longo do tempo, formou uma cultura única, miscigenada, como em nenhum outro local. Essa expressão cultural do Estado está presente na rica gastronomia, no folclore, na beleza do artesanato e na sua história, que possui capítulos de momentos e ciclos econômicos, que proporcionou ao homem encarar inúmeros desafios em meio à grande Floresta Amazônica; homens que deram o suor, o sangue e a vida por uma grande história.

Gravação no Iata distrito de Guajará Mirim no Rio Mamoré
O desafio dos desbravadores de Rondônia tem sua primeira página escrita na história, no momento da chegada de sertanistas e bandeirantes nessa região, homens como Raposo Tavares e Francisco Palheta, que ousaram encarar as regiões mais inóspitas do Brasil Colônia, para garantir no passado à coroa portuguesa, a posse desse rico território. Durante o período de exploração dos vales do Madeira, Mamoré e Guaporé, vivemos o ciclo do ouro e das drogas do sertão, o homem busca a riqueza a todo custo, enfrenta índios, o calor, a fome e as doenças. É constantemente energizado com o sonho do Eldorado, com a possibilidade de conseguir riquezas alçando assim, parte de seus objetivos, da sua glória.
Para garantir a posse de nossa região, a Coroa Portuguesa deu ordens para construir fortificações com o propósito de combater os invasores espanhóis e estabelecer aqui o controle das terras amazônicas. Foi incumbido de tal missão, a figura histórica de Antônio Rolim de Moura que construiu as margens do rio Guaporé o Forte Nossa Senhora da Conceição, garantindo através das armas a resistência contra os invasores espanhóis. Logo depois em que o Forte Conceição posteriormente renomeado Bragança foi destruído, por uma grande inundação, Luiz de Mello Pereira e Cárceres inicia em 1776, a construção de uma obra prima em meio a Amazônia, o monumento mais antigo de Rondônia, o Real Forte do Príncipe da Beira, que é considerado um dos maiores fortes da história do Brasil. Apesar de nunca ter dado um tiro com suas cinqüenta e seis canhoneiras, esse grande monumento bélico foi importante para demarcar os territórios guaporeanos pertencentes na atualidade ao nosso Estado de Rondônia.

Na Serra dos Pacaas no Parque dos Parecis - Guajará - Mirim
Rondônia também viveu, os tempos áureos do ciclo da borracha, foi daqui dos Vales do Madeira, Mamoré e Guaporé que saiu o ouro branco, o látex, a tão desejada borracha, destinada aos centros industriais da Europa e dos Estados Unidos. Foi nesse contexto que a nossa miscigenação ganhou força, ganhou detalhes formidáveis, eis que surge na nossa história o migrante nordestino, quem vêm para Rondônia em busca de melhores dias, e aqui, se veste de coragem e esperança em dias melhores, longe da seca do nordeste brasileiro, longe da pobreza em busca de fartura. É aqui na Amazônia, que os elementos culturais nordestinos vão se misturar aos valores da realidade cabocla e beradeira. É portanto, durante o ciclo da borracha que o homem entende que se faz necessário manter a floresta em pé, tê-la assim é sinônimo de desenvolvimento, lucro e futuro. É do corte da seringueira que se extrair a vida, o dinheiro e o sustento.

Ponte Metálica da E.F.M.M. em Jaci-Paraná Porto Velho
Para o ouro branco, a borracha chegar mais rápido aos grandes centros, Rondônia, ainda retalhos das Províncias do Amazonas e Mato Grosso, viveu um dos maiores desafios enfrentados pelo homem. O Trem Fantasma, a Ferrovia da Morte, a Estrada de Ferro Madeira Mamoré que se tornou, a mais nova obsessão dos pioneiros de Rondônia. Havia a necessidade de escoar a grande produção da borracha, que encontrava dificuldades entre os trechos de saltos e corredeiras entre os Rios Madeira e Mamoré. Não foi fácil, foram necessárias cinco empresas em quarenta anos para consolidar a travessia daquilo que era o mais moderno do mundo, os trilhos e a sua Maria fumaça. Vidas foram ceifadas, lendas foram construídas e o sonho mais uma vez concretizado. Mas é de lendas e sonhos, que se fortalece o espírito humano e jamais será esquecida a proeza dos que viveram, sofreram e morreram pela Estrada de Ferro Madeira Mamoré. A velha locomotiva permanece viva no ideal de homens e mulheres que erguem a civilização ao longo de seus trilhos. Ela é a alma do povo, que têm o caráter o aço dos trilhos fincados com pregos de ouro e prata, no caminho da esperança e da fraternidade universal.

Estação Telegráfica Álvaro Vilhena construída por Rondon
Rondônia com seu nome, homenageia um dos personagens mais nobres de nossa história, o grande sertanista Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, nobre explorador que em 1909 por aqui chegou, e dois anos depois fundou a primeira Estação Telegráfica de Rondônia na localidade de Vilhena. A partir da Estação Álvaro Vilhena, este grande sertanista seguiu por todo o Estado até Porto Velho e depois Guajará-Mirim. Pelo mesmo traçado das Linhas Telegráficas de Rondon jovens aventureiros incentivados pelo Governador do Território Federal de Rondônia Paulo Nunes Leal, iniciaram em 28 de outubro de 1960 a Caravana Ford, que iria encarar o desafio de trafegar pela BR-29 inaugurada pelo presidente do Brasil Juscelino Kubitschek. Assim pelo mesmo lugar anos depois, os pioneiros do Quinto Batalhão de Engenharia e Construção iniciariam o asfaltamento da futura BR- 364, a rodovia que o povo sonhara ser a espinha dorsal do progresso de Rondônia, a veia por onde iria escoar o suor e a riqueza de seu povo.

Museu Rondon em Ariquemes
O Estado de Rondônia sempre foi palco de grandes histórias, de grandes aventuras e odisséias, mas nenhuma história ou momento foi mais especial do que a vinda dos migrantes na década de 70. Durante o Regime Militar foi deflagrado um projeto de ocupação da Amazônia, levar homens sem terras a uma terra sem homens. Nesse período a região é invadida e conquistada por milhares de pessoas de todos os recantos do Brasil, que chegam com seus sonhos e encaram muitos pesadelos. Tudo ainda estava por se construir, e é com esses braços fortes e coragem no coração, que os brasileiros fazem Rondônia ser protagonista de um dos maiores surtos migratórios da história do Brasil. Homem importante nesse projeto foi o Coronel Jorge Teixeira, deixou de cuidar da própria saúde para garantir a criação do 23° Estado da Federação. Em 1982 o sonho daqueles que chegaram aqui se consolida, o Estado é criado, mas, ainda nos resta a grande motivação de sempre acreditar que é possível melhorar.
Cachoeira no Vale do Apertado em Pimenta Bueno
Hoje Rondônia mais uma vez vive um ciclo épico, é preciso ser responsável, não cometer o erros do passado, e nem erros latentes no presente. É preciso ter orgulho de nossa história, dos nossos antepassados, da nossa cultura e nossa identidade. É necessário que cada Rondoniense e Rondoniano, possam lutar lembrando sempre daqueles que estiveram aqui antes de nós, e desempenharam com heroísmo a construção de nossa história. O Passado é a dimensão viva do presente, nós somos, a dimensão viva do futuro.

Aleks Palitot
Historiador reconhecido pelo MEC pela portaria n° 387/87
Diploma n° 483/2007, Livro 001, Folha 098.