terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Criação do Território do Guaporé, os bastidores de uma história

Presidente Getúlio Vargas visitando Porto Velho em  outubro de 1940
No dia 13 de setembro de 1943, atendendo a um chamado que lhes fizera o Presidente da República, Aluízio Ferreira compareceu em Petrópolis, onde encontrou Getúlio Vargas passeando nos jardins do Palácio Rio Negro, na companhia de um Oficial da Marinha, seu ajudante de Ordens, e de dois menores moradores na vizinhança do Palácio e que haviam pedido para tirar uma fotografia com Getúlio. Depois de receber os respeitosos cumprimentos do então major Aluízio, o Presidente, juntando as mãos das crianças como um compromisso formal de testemunho, anunciava que naquele dia seriam criados os territórios e convidava Aluízio para governar o Território do Guaporé.

Vargas visitando as dependências do Exército de Fronteira, hoje 17° Brigada
O ato concretizou-se no Salão dos despachos do Palácio do Catete, na tarde daquele dia 13 de setembro: o decreto-lei 5.812 foi assinado às 16h40m. O Território que seria implantado com áreas desmembradas dos estados de Mato Grosso e do Amazonas, por sugestão do Ministro de Viação e Obras Públicas, Mendonça Lima, receberia o nome de Rondônia, em homenagem ao general Cândido Mariano da Silva Rondon: este, ao ter conhecimento da indicação, obstinadamente recusou a homenagem, desgostoso com o governo Vargas, que o perseguiu, mandou prender, cortou sua carreira militar e quase destruiu as Linhas Telegráficas. Em face da recua, outros nomes foram sugeridos: Minas Novas, Urucumacuan, Madeira e, finalmente, o que venceu, Guaporé.
Porém, mais tarde, passou a ter o nome de Rondônia pela Lei 2.731 de 17/02/1956, por projeto do deputado federal pelo Amazonas, Áureo de Melo. Não resta a maior dúvida que o acontecimento empolgou toda a população, quer de Porto Velho, quer de Guajará-Mirim: realizaram-se passeatas pelas ruas das duas cidades, houve discursos, foguetes e muita vibração do povo.
Um mês após a criação d Território Federal do Guaporé, a 3 de novembro, Aluízio Pinheiro Ferreira foi empossado como o primeiro governador, no Palácio do Ministério da Justiça. A 24 de janeiro de 1944, tendo chegado de viagem no dia anterior, instalou a sede do governo numa sala da Escola Barão de Solimões. Porto Velho tinha então uns três mil habitantes doas quais 2 mil ligados à Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

sábado, 10 de dezembro de 2011

A História do Palácio Presidente Vargas e o Obelisco

O Trilhando a História dessa semana gravou em frente ao Palácio do Governo do Estado de Rondônia, e depois encarou uma grande aventura em uma trilha de bike em Candeias do Jamari nas proximidades do Rio Jamari. Tudo isso para levar a todos um pouco da identidade, cultura e história de Rondônia.

Palácio do Governo do Estado de Rondônia (Presidente Vargas)
Em 13 de setembro de 1948 o Governador do Território Federal do Guaporé Joaquim Araújo Lima, lançava a pedra fundamental do futuro Palácio do Território. O engenheiro civil responsável pela obra foi José Otino de Freitas, que projetou uma edificação com linhas sóbrias e elegantes, com características eruditas. No primeiro governo de Ênio Pinheiro dos Santos Pinheiros (1953-1954) foram concluídas as obras e o Palácio foi inaugurado no dia 29 de janeiro de 1954, durantes as comemorações dos dez anos de instalação do Território Federal.   

Bem em frente ao Palácio na praça, temos um grande obelisco construído em 1922 pelo sertanista Alicariense da Costa, este havia trabalhado com Rondon na Linhas Telegráficas construídas em Rondônia entre os anos de 1907 à 1915. Esse monumento foi inaugurado com a finalidade de comemorar na época o centenário da Independência do Brasil. Sabemos que, existem outros obeliscos construídos em outros lugares em Rondônia com a mesma finalidade. Temos um em Santo Antônio, outro em Abunã e mais um em Vila MUrtinho. Todos em lugares as margens da Ferrovia Madeira Mamoré.

domingo, 27 de novembro de 2011

Assim surgiu o Bairro Arigolândia


A área constituída pelo bairro Arigolândia era da década de 40 do século XX, um belo e grande araçazal, derrubado em 1944 pelas máquinas da Segunda Companhia Rodoviária, que tinha à época, como comandante o capitão Ênio Pinheiro. A limpeza da área visava a instalação das primeiras casas pré-fabricadas de madeira, para alojar as famílias dos guardas nordestinos integrantes da recém-criada Guarda Territorial. Esses nordestinos eram chamado de arigôs. Junto a estes, também passaram a viver naquela região, trabalhadores e soldados da borracha, também vindos do nordeste rudes e simples, eram chamados também de arigôs e moravam durante certo período em barracões improvisados no antigo araçazal, por isso o bairro teria o nome de Arigolândia.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A História do Bairro Areal em Porto Velho

Primeira Igreja do Bairro Areal onde hoje é o Centro do Menor
Esse bairro surgiu a partir de um grande areal de onde foi retirada a areia para construções importantes de Porto Velho na década de 50, no caso o Hotel Porto Velho, Mercado Municipal, Prédio do Relógio e Palácio Getúlio Vargas, ambos concluídos no mesmo período. A partir desse areal e da sua proximidade do centro de Porto Velho, muitos populares começaram a ocupar a região no final da década de 50 e começo de 60.

Bairro Areal e ao lado direito da foto Igreja Nsa. de Fátima
No bairro um dos pontos históricos mais importantes foi a construção da Igreja Nossa Senhora de Fátima, a segunda igreja de Porto Velho construída por padres italianos. Posteriormente o 5° Batalhão de Engenharia e Construção também explorou o areal existente no lugar onde hoje existe os limites entre o bairro Areal e a Baixa União.

Pe. Mário um dos fundadores do Bairro Areal